O flâneur e a atitude blasé - Parte I
A atitude blasé matou o flâneur que existe dentro de nós? Sabemos que a vida na metrópole não é fácil, sempre estamos sem tempo, não aproveitamos ao máximo, nunca podemos ficar um pouco mais. O tempo nos parece insuficiente e o pouco que temos é tratado como algo sagrado. Não conseguimos apreciar o que acontece ao redor, o trabalho nos ocupa a maior parte do dia e sobra pouco para aproveitar o “resto da vida”. Muitos autores falaram sobre isso, mas, Benjamim e Simmel foram - para mim – os maiores críticos em relação à divisão/especialização do trabalho, ao capitalismo, às atitudes das pessoas nas cidades e à emergência das metrópoles. Lendo os textos dos dois, é possível encontrar um pessimismo contagioso que nos faz pensar se estamos aproveitando o tempo e as oportunidades, se estamos realmente fazendo certo quando nos entregamos ao máximo a uma coisa específica e deixamos outras para depois, se perdemos (ou nunca tivemos) um flâneur em nós. O flâneur é a figura d...

Comentários
Postar um comentário